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Cirurgia Dermatológica – O que são pintas suspeitas?

Cirurgia Dermatológica – O que são pintas suspeitas?

A Cirurgia Dermatológica é a área da Dermatologia especializada em procedimentos diagnósticos, cirúrgicos, estéticos e oncológicos realizados na pele ou no tecido celular subcutâneo, que têm por objetivo prevenir, restaurar e manter a saúde da pele, cabelo ou unhas. Assim, os dermatologistas com especialização em cirurgia dermatológica tratam tanto de questões relacionadas à pele, cabelos e unhas, por meio de técnicas cirúrgicas, oncológicas e reconstrutivas além de também atuar na cosmiatria com procedimentos minimamente invasivos.

Dito isso, uma das queixas que essa especialidade atende é a retirada de lesões, pintas ou sinais suspeitos da pele.

Mas, quando um sinal é considerado suspeito?

Geralmente, desconfiamos de sinais que:

-> Evoluem ao longo dos anos;
-> Mudam de cor, tamanho ou formato;
-> Sangram, coçam e não cicatrizam;

Assim, nestes casos, a avaliação aprofundada do dermatologista em consultório é extremamente importante. Se o médico julgar necessário, pode-se fazer a retirada cirúrgica da lesão/pinta para análise em laboratório.

 

Entenda mais sobre o Câncer de Pele

O Câncer de Pele é o tipo de câncer mais comum entre os brasileiros. De acordo com o INCA – Instituto Nacional do Câncer, os tumores da pele correspondem à 33% de todos os tumores malignos no Brasil.

 

Existem 3 tipos principais de tumores da pele:

Carcinoma basocelular (CBC): surge nas células basais, instaladas na camada mais profunda da epiderme e é considerado o tipo de tumor mais prevalente. Tem baixa letalidade e grande chance de cura quando detectado precocemente. Se manifesta de várias formas: pequenos nódulos, brilhantes, feridas que não cicatrizam, manchas planas com ou sem descamação, etc.

Carcinoma espinocelular (CEC): é o segundo tipo de tumor mais prevalente, originário das células escamosas da epiderme. Se apresenta como feridas que não cicatrizam, manchas ásperas e por vezes avermelhadas, nódulos e ulcerações.

Melanoma: apesar de ser o tipo mais raro de tumor da pele, é também o mais grave de todos, com alto índice de mortalidade. Este tipo de câncer tem origem nos melanócitos, células que produzem melanina, o pigmento que dá cor à pele. O Melanoma, em geral, se apresenta como uma pinta ou sinal na pele, em tons acastanhados, que têm evolução gradual, mudando de cor, tamanho ou formato. É importante ressaltar que, quando o diagnóstico da doença é feito precocemente, as chances de cura são de mais de 90%.

 

A importância do autoexame da pele

Um dica interessante para avaliar as suas próprias pintas e manchas é aplicar a regrinha ABCDE, observando se os sinais da sua pele apresentam:

-> A – Assimetrias;

-> B – Bordas irregulares;

-> C – Cores variadas;

-> D – Diâmetro maior que 6 mm;

-> E – Evolução.

Na dúvida, sempre consulte um dermatologista.

 

É possível prevenir o Câncer de Pele?

Sim! Por meio de vários hábitos no dia a dia, é possível evitar o surgimento dos tumores cutâneos. A primeira regra fundamental é o uso do filtro solar indicado pelo seu dermatologista. O produto deve ser aplicado sempre de manhã e reaplicado a cada 3 horas ao longo do dia. Além disso, é importante não se expor ao sol nos horários de pico (das 10h às 16h) e apostar na proteção mecânica da pele, com o uso de roupas, óculos e chapéus.

Por fim, a consulta regular com o dermatologista é fundamental para avaliar a saúde da pele e para diagnosticar precocemente qualquer alteração cutânea.

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